Dançarino das Espadas


Episódio 3

Capítulo I


Para minha alegria Elessar havia conseguido encontrar a vítima:

Quem havia pedido socorro tinha sido um jovem Elfo da tribo de “Suryanna”  de nome Dseyvar que se descuidou por um momento e foi pego numa armadilha feita pelos Trolls. E se Elessar não chegasse a tempo ele seria levado para ser escravo ou para lutar na arena de vida ou morte.

Os Trolls são criaturas gigantescas e fedorentas e se assemelham bastante aos ogros! Eles são seres noturnos, seus esconderijos favoritos são as cavernas e as regiões montanhosas. São criatura bizarras e exageradamente irritáveis, Além de, a inteligência não ser o melhor de seus atributos, eles não são muito amantes de estranhos em suas terras.

Dseyvar era um instrutor de esgrima, nasceu com o Dom de portar e usar dignamente uma espada. (seu nome significa “dançarino das espadas”) Ele é responsável pela graça dos guerreiros!
Os guerreiros élficos precisam ser graciosos mesmo nas batalhas (e não frescos*.). Ele recebeu esse nome porque entre os Elfos os nomes são escolhidos na fase adulta. Até que eles adquiram um nome, as pequenas crias são chamadas como "filho/filha de ___
Usando o nome do pai com o mesmo sexo. Quando chega a fase adulta, o jovem elfo recebe seu primeiro nome, escolhido pelos anciões que o conhece em seus sonhos.


Dseyvar estava a procura de um mago de nome Sion informaram a ele que os Elfos de Uhat o conhecem, então ele veio em busca de informações e foi pego na fronteira dos mundos. Élfico e Trollense.
Elessar chegou aparecendo do nada a uns cinco metros deles no momento em que Dseyvar estava sendo preso a uma árvore e ordenou ao Troll que o prendia.

= Hador! Solte-o agora!

O tal de Hador ao ver Elessar deu um grito de ódio e disse:

- Ele invadiu meu território e merece morrer!

E sem mais atirou na direção do jovem Elfo uma “acha” (é uma arma de guerra, com corte de um lado e um bico curvo muito aguçado do outro, feito da mesma forma que o machado de cortar lenha, serve para desarmar o inimigo, rompendo-lhe as armaduras que lhe protegem o corpo).

Assim foi a narrativa eufórica do jovem Elfo salvo por Elessar:

- O Troll gritou que eu teria que morrer e atirou uma “acha” na minha direção, ela iria fincar na minha cabeça me prendendo em uma árvore. A “acha” estava tão próxima do meu rosto que eu podia ouvir o som do rodopio vacilante e ver a pena negra em seu cabo, reta devido a velocidade. O gume mortal estava com um espaço equivalente a metade de um braço entre os meus olhos quando uma mão a segurou no ar.... Mão que parecia de aço tão forte foi para segurar a “acha” naquela velocidade! Mão salvadora de alguém cuja presença eu não tinha percebido, o Senhor Elendil Elessar! Ele interceptou o voo homicida da “acha’. Pegando-a ar e com um movimento circular sobre a perna direita atirou na direção do Troll que iria me matar, entretanto errando propositadamente, foi apenas um aviso! A “acha” passou raspando na cabeça do Troll e enterrou-se um palmo na árvore ao lado dele.
Tive menos de um instante para vislumbrar a cara de desespero do Troll que viu a morte de perto e desfaleci.
Não foi por medo Senhores! Foi pela grande tensão de ver algo tão cortante vindo na minha direção e eu estava indefeso com os braços para trás preso em uma árvore. Eu nunca sai em uma batalha! Sou apenas um instrutor de esgrima.

Ele nem precisava se desculpar por ter desfalecido, todos nós conhecemos a fama dos temíveis Trolls assassinos.

Quanto a mim....



Capítulo II



Quando eu despertei estava em uma masmorra presa pelos pés, todo meu corpo doía, estava com muitas escoriações, hematomas que eu podia ver aumentando a claridade do lugar com meus olhos élficos, no meu braço esquerdo havia um corte profundo que sangrava muito, ao meu lado um pote de barro com água e uma goma branca para usar como alimento. Usei o lenço de Elessar que estava preso no meu short molhando na água e fazendo compressas nos hematomas. Depois amarrei o lenço no corte para estancar o sangue.
Dessa vez eu estava com a cabeça descoberta, mas estava em uma caverna, se eu usasse meus poderes, eles seriam usados contra mim, porque iriam ricochetear em todo local.

Pelos seres que vi antes de perder os sentidos se aquilo não foi um sonho ou pesadelo pós-terror. Parece-me que estou nas mãos dos Elfos ocultos. São seres que vivem no subsolo. Antes, Os Elfos ocultos tinham a mesma estrutura que os Elfos da superfície e eram do mesmo tamanho. Passaram a viver no subsolo por motivos desconhecidos a nós. Sabemos que foram banidos do nosso meio nos séculos antigos e foram expulsos para o subsolo das florestas malditas. Suas estruturas e tamanho foram modificados por adaptação à escuridão, Eles transformaram-se e dominaram os habitantes do subsolo fazendo surgir assim uma nova raça. "Os Elfos Ocultos”!
Eles produzem bem ferro e aço. E os seus Feiticeiros de combate são os que melhor resistem as magias do inimigo durante o ataque.
Os seus Feiticeiros aprendem com muita rapidez , porque trabalham em conspiração com Demônios.

Após cuidar dos meus ferimentos sentei-me na padiola que tinha na masmorra e esperei, não era aconselhável tentar sair ainda, meu corpo estava muito debilitado para lutar. Pelo menos eu não fui o tal banquete, o Sumidouro camuflado era para pegar javalis e porcos selvagens. Os javalis procuravam o caminho para a saída  fuçando a lama e saem do  outro lado sendo pegos no cercado. Eles me tiraram a faca de caça, eu estava debilitada, desarmada e curiosa com o que fariam comigo.

E estava com muita fome porque só havia comido um pêssego e não tinha folhas ali. Mas não consegui me alimentar da goma branca.
Ouvi passos pesados, deitei rápido e fingi dormir, se soltassem meus pés eu iria tentar escapar.
Abafei meus batimentos cardíacos e usei meus sentidos para investigar o que queriam comigo. Entraram dois deles um macho e uma fêmea que pareciam discutir. Logo o macho vociferou bravo e a fêmea se calou.
Os dois saíram da masmorra sem tocar em mim e sem que eu soubesse o que queriam. Algumas horas depois vieram dois deles, pareciam carcereiros. Soltou meus pés e um deles me pegou e me carregou debaixo do braço como uma cria. Continuei fingindo desacordada para ver se me levavam a um local onde eu pudesse usar meus poderes. Doce engano! Qualquer lugar que iam era caverna. Baixa e úmida. Levaram-me a uma cela mais limpa e com três fêmeas, me atiraram em uma cama de peles de javalis, disseram algo e saíram fechando a cela.

Para meu espanto as fêmeas começaram a me despir com muita ignorância. Num instante “despertei” recuperei minhas roupas e me pus na defensiva. Imaginei que queriam Harmonizar comigo asquerosamente.
Uma delas apanhou a clave para me acertar, mas a outra disse:

- Para! Não podemos feri-la! O Rei a quer perfeita e bonita.

Pensei: “Epa! Que isso? Me quer como assim”? E outra coisa estranha é que eu estava entendendo o idioma com facilidade agora, aproveitei para perguntar:

- Que Rei? Ele me quer pra quê?

- Para casar! Voce é a consorte do Rei e devemos arruma-la.

- Eu não vou casar com rei nenhum!

Eu disse isso desvencilhando-me das fêmeas, aquela que queria me bater veio furiosa para cima de mim, mas foi parada novamente. Enquanto duas delas paravam a nervosinha eu corri bem rápido usando minha agilidade para dar a impressão de correr pelas paredes da cela com movimentos rápidos, atordoando as três fêmeas.

Ouvindo a gritaria o guarda abriu a porta e eu escapei como um ladino entre os grandalhões que não podiam machucar-me. Afinal “eu era a noiva do Rei” eka!
Mas não adiantou muito correr tanto. Cheguei a um local maior onde havia muitos deles numa grande roda onde faziam suas danças demoníacas com alguns humanos dentro da roda, eles provocavam pavor nos humanos para leva-los a loucura e depois a morte. Talvez sejam alguns caçadores capturados no Fosso dos javalis como eu.
Meu povo sempre nos pede que tenhamos cuidado com esses seres, pois são entidades maléficas, que provocam pavores da morte.

Eu não tinha saída! Diante de mim a dança da morte com meu “consorte”em seu trono. Atrás de mim gigantes que estavam no meu encalço!
Mas eu não podia desistir, ser esposa de alguém assim e nunca mais ver o sol. Então numa última tentativa voltei de encontro aos gigantes que estavam prestes a me pegar, quando cheguei bem perto rolei no chão pegando-os de surpresa, aflorei minhas garras e furei o calcanhar de tantos quantos eu consegui.
Por sorte eles vestem armaduras de ferro e aço, mas conservavam as botas de couro. Enquanto os gigantes se abaixavam gritando de dor com os ferimentos, (a dor no tendão do calcanhar é insuportável, mesmo para gigantes) aproveitei o momento para forçar minha destreza usando os chutes na altura dos rins de tantos quanto pude, minando um pouco a força de seres que não estavam acostumados a apanhar de ninguém, por causar temores os Elfos Ocultos eram evitados e nunca enfrentados.

Para minha tristeza, parei diante daquele que não poderia mais evitar “meu consorte” e como em um abrir e piscar de olhos, estava tudo terminado. Ele me segurou pelo braço e fomos para um local onde a cerimônia estava pronta. Diante do mago que iria consolidar o casamento as fêmeas que eu havia fugido trouxeram um manto e colocaram no meu ombro.
O Mago segurava no alto duas taças de uma beberagem onde dizia umas palavras, Eu temia a hora de tomar aquilo, era algo viscoso parecendo sangue podre.

Minha mente trabalhava acelerada tentando encontrar uma estratégia, eu precisava fazer algo não podia permitir que tudo acabasse assim. Uma parte da minha mente percebeu que deveria ser bem tarde da noite e instintivamente chamava por Elessar como se ele pudesse me ouvir a metros embaixo da terra. Eu não conhecia o lugar, não tinha pra onde correr e eram muitos para lutar. Então tive uma ideia, Seria preferível morrer e eu faria. Preparei-me para usar meus poderes sabendo que todos morreriam inclusive eu.
Eu só não poderia deixar que o mago percebesse ou ele iria me parar.
Nós os Elfos não somos imunes a magia.

epílogo

De repente ouve um estrondo abafado como a queda de uma árvore  e logo a seguir uma luz prateada tremeluzente invadiu a caverna! A luminosidade ofuscante parecia preencher todo local da cerimônia. Fazendo com que todos cobrissem os olhos, porém a luz não feria os meus olhos. 
A luz diminui subitamente concentrando-se em um ponto da sala os Elfos Ocultos estavam em alvoroço, tentavam enxergar o que estava  acontecendo, agora que a luz tinha diminuído.  Meu "consorte" foi o primeiro a ver, (depois de mim claro) quando a luz adquiriu contornos de uma figura alta, esguia, imponente, a figura estava de costas, com uma longa capa presa por ombreiras prateadas e uma cascata de lãs prata que desciam por seus ombros, indo até suas panturrilhas.

...Eu balbuciei:

- Ele... Elessar......

..................



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Comentários

  1. Super demais!!!! Caramba fico nervoso com as suas reticências. kkkkk
    Adorei. Já viu que sou seu leitor assíduo não é???

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    Respostas
    1. E exatamente para isso! A ansiedade do leitor ! Sou malvada....

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