Proibida Para mim.

10º Episódio 
Capitulo I

- Após passar mais uma noite acordado Dseyvar se preparou para enfrentar o olhar de seu amigo Elessar que não compreendia as atribulações que ele estava passando, ou talvez até compreendesse, e soubesse o grau do seu conflito, mas eles estavam prestes a sair em uma grande caçada e nada deveria atrapalhar suas atenções. Enquanto caminhava até o local do encontro Dseyvar foi pensando em tudo que lhe aconteceu desde o dia que soube de como realmente morreu seu pai. 
Quando chegou a Nefah Dseyvar olhou para os lados, buscou encontrar respostas para fatos de sua vida. Porém tudo soou muito vago. Pensou sobre suas incertezas, que são tão grandes e cumulativas que a cada pulsar de seu peito, o fazia pensar que nunca findariam.

Nisso, Elessar apontou a uns cinquenta metros dele acompanhado de Emre caminhando à margem do rio: Ao mesmo tempo e sem que ele percebesse Sigel chegou por trás dele com o seu costumeiro bom humor e agarrou-o pelas costas. Dseyvar estremeceu, mas dessa vez afastou-a ao invés de girá-la no alto. Sigel notando sua tristeza perguntou solicita:

- O que está acontecendo Elfo? Quer adiantar o motivo da reunião? Quer algumas opiniões? Qualquer coisa que devolva seu sorriso jocoso.

Dseyvar olhou-a por um momento... Depois desviou o olhar.... Ele percebeu abobalhado que Sigel tinha os mesmos olhos inocentes de antes. E pensou:

- “Como pode estar tão diferente de quando a vi ontem tão senhora de si e da sua beleza? Agora é a mesma jovem Elfa que conheci. Será que ela muda na presença do semideus? Será o feitiço dele”?

Não teve tempo de ponderar sobre seus pensamentos porque Elessar e Emre chegaram.
Emre estava mais maravilhoso que antes!
Portava uma armadura fantástica em couro macio ajustada ao corpo, com um ombro só do lado direito, que é o lado que precisa de mais proteção por ele ser destro. No lado esquerdo a veste terminava embaixo do braço deixando o peito desnudo. As ombreiras de ouro reluziam majestosas em três pontas que não permitiam que as lâminas dos oponentes entrassem em contado com seu braço Um cinto largo que protegia todo abdômen, onde ele trazia seu brasão.

A parte inferior eram calças de malha élfica aderente e botas até os joelhos. Os pulsos protegidos também com belos braceletes longos. Os cabelos dispersos, não estavam totalmente presos lhes dando um ar selvagem.

Dseyvar sentiu-se diminuído diante da beleza de Emre. Mas empolou o peito e cumprimentou-o com a elegância de um príncipe.

Emre olhou para Sigel e disse:

*- Salve bela Elfa de “Dhrosvan”!

Sigel olhou aquele maravilhoso ser de cima a baixo e naturalmente respondeu com uma pergunta.

- Seja bem vindo Senhor! Como me conheces?

Elessar olhou incrédulo para Dseyvar como a perguntar: o que estaria havendo ali se Dseyvar disse que havia idílio entre os dois.

Dseyvar se sentiu saindo de um pesadelo... Como poderiam ser tão falsos assim. E Sigel com aquele olhar inocente? Ele perguntou:

- Elessar meu amigo! Responda-me com toda essa sapiência de quem já padeceu desilusões, inseguranças, remorsos e medos como eu estou nesse momento. Estive enganado todo esse tempo? Nada foi real? Nem mesmo as dúvidas e a insegurança que me dominam?

Elessar responde sábio:

= Nunca temos todas as respostas meu amigo a vida é complexa demais para isso.

Depois pararam de falar e passaram a observar Sigel e Emre. Todos eles estavam prestes a fazer algo muito perigoso que era entrar em “Notorian” um reino protegido por Deuses e por magias. Como fariam algo assim desconfiando do seu cicerone? E sua amiga; como poderia estar enganando aos dois assim? Os dois que poderiam ter perdido a vida por ela.

Dseyvar estava pairado sobre suas dúvidas e sobre o que disse seu amigo Elessar; 
Por instantes que pareciam eternos Dseyvar naufragou nesse rio de incertezas. Ele estaria ambicionando sentimentos? Será que seu destino seria amar e sofrer calado porque é meio Elfo?

Sua vida passou por seus olhos como um flashback com djavus arrepiantes. 
Boquiaberto seus olhos reluzentes se sobressaíam marejados. Dseyvar percebeu que como Elfo seus sentimentos eram livres, mas como humano ele precisaria blindar o seu olhar e o seu coração, para que os mesmos não se abalassem com o que tivesse por vir.

Emre respondeu a Sigel com um sorriso amigável e confiante.

*- Pequena Sigel! Voce sempre foi tão afoita e destemida! Vejo que a criança cresceu e aprendeu que é com os erros, com as dores, com as ilusões e com as decepções, que se aprende a se reforçar para se viver de verdade e traçar o caminho com a alma e coração prontos para qualquer batalha.

- O Senhor falou muito bonito, quase tanto quando meu Mestre Elessar! Porém, não me respondeu; Como me conheces.

*- Bem minha criança! No momento temos algo muito importante para fazer, deixemos as distrações para depois.

Elessar e Dseyvar sentem que um jogo de emoções começa a rodear o espaço escuro e sombrio de suas mentes, trazendo as sensações mais tentadoras e decepcionantes das quais poderiam sentir. 
 É como se tudo que os três amigos viveram até então, começasse a sumir relevantemente do alcance das suas visões mais profundas. Nada mais parecia fazer sentido. As emoções começaram a ficar cada vez mais fortes e incontroláveis. Dseyvar vagava por sua mente descrente e Elessar deu um basta:

= Emre! Não são distrações! São sobre a vida da nossa amiga, Mesmo sendo um Deus voce deve conhecer a amizade. Então o que quer que seja pode esperar até que voce responda a pergunta dela. Não podemos seguir com indecisões ou perguntas sem respostas.

Sigel respirou fundo e muito orgulhosa por Elessar ter colocado a amizade deles na frente de qualquer coisa. Entretanto, mal sabia ela que eles estavam apenas curiosos.

Emre com um golpe forte cravou sua lança no solo e perguntou;

*- O que voces querem saber afinal? Não vejo a importância desse assunto em um momento tão crucial como esse, se tratando do que voce me falou que precisavam fazer Elendil.

Elessar continuou!

= Vamos entrar em terras mágicas! Nossos corações precisam estar livres de quaisquer sentimentos estranhos. Do contrário poderemos ser detectados como inimigos por “Notórian” Se voce não responde uma simples pergunta, deixa-nos pensando nela e especulando sobre.

*- Tudo isso é apenas para eu dizer como conheço a jovem Sigel?

_ SIM!!! Todos responderam ao mesmo tempo.

*- Está bem eu vou contar! Não queria fazer por que diz respeito a terceiros.   

Capitulo II

A muitos anos atrás eu precisei fazer uma prova com outros três semideuses, fazemos isso de tempos em tempos para que o protetor de “Notorian” Seja um merecedor de verdade do cargo. Um dos meus irmãos, Adneu! Por querer o poder, tentou trair a todos nós sabotando a prova para que ele saísse vencedor. Todos nós somos destituídos dos poderes de Deuses quando saímos de “Notorian” Nossos pais decidiram assim para que não usássemos nossos poderes contra seres inocentes. Quando passávamos sobre as cavernas escaldantes que ficam nas imediações de “Akdeniz Bölgesi” Adneu me atirou em uma enorme gruta resultante de um desmoronamento de gigantescas pedras de granito, da qual nasce uma intrincada rede de buracos, fendas e abismos, que se ramificam em todas as direções! 
Com certeza até que eu conseguisse sair daquele lugar ele teria ganhado a prova.
 Eu precisava percorrer todo caminho com cuidado, jogando minha corda e subindo pelas encostas que eram verdadeiras armadilhas, pois o barranco era instável e, coberto por folhagens e alguma terra que desmoronavam sempre que eu estava quase chegando a borda Até que em uma dessas vezes eu desmoronei novamente e tentei me manter o mais próximo da borda me agarrando no que podia ou poderia perder a esperança de vencer Adneu. Foi numa dessas bifurcações que alguém me segurou pelas vestes. Era uma Elfa menina que usou toda sua força para me aguentar até que eu conseguisse entrar na abertura em que ela estava. Ela gritava por alguém para que ajudasse a me puxar, mas esse alguém que parecia uma fêmea também, não queria ajudar por que essa elfinha estava desobedecendo aos pais estando em terreno proibido por ser perigoso, Mas esse alguém também não queria deixar a elfinha sobrecarregada do salvamento, e como ajuda amarrou uma corda de cipós em uma árvore e jogou para a elfinha que passou para mim. Assim, com muito sacrifício e com a ajuda delas, eu sai da gruta. Eu estava machucado, exausto e decepcionado com meu irmão. A Elfinha me ajudou a lavar as feridas, rasgou minhas vestes e me enfaixou com elas,  depois  queria levar-me até sua casa, mas como a outra estava com tanto medo de saberem que elas estavam desobedecendo eu não aceitei. Pedi que ela voltasse para casa e continuei a prova. Terminei todo percurso levei todas as bandeiras que estavam espalhadas pela prova e quando cheguei ao local do encontro desiludido por não ter sido o primeiro a chegar mesmo sendo o mais Hábil percebi que Adneu não havia chegado e que eu tinha sido o único até aquele momento. 
Dez minutos depois chegaram mais dois competidores quase empatados e Adneu chegou meia hora depois Em estado lamentável e cheio de fezes dele mesmo. Ouvi um assobio e olhei para o monte acima e vi duas Elfinha que acenavam para mim. Olhei para meu irmão e sorri, entendendo o que elas queriam me dizer;

O nome de uma delas era “Sitaara Äkela” (estrela solitária) e a outra...

- Sigel Lorhir (Deusa do Sol) Era voce!

Respondeu Sigel comas mãos na boca. Emre sorriu!

Elessar perguntou:

= Sigel se voce não o conhece, como explica estarem juntos ontem a noite no rio.

Sigel olhou para Emre e perguntou vibrando de alegria;

- Não acredito! Ela está aqui em Uhat?

Emre falou:

*- Ainda lembra do assovio Sigel?

- Fiouiiiiifhhhhhhhhh! 

Assoviou Sigel e de dentro da mata surgiu Sitaara Tão linda quanto Sigel! Idêntica!
 Usando uma linda armadura minúscula dourada e um escudo com formato de águia . 
As duas se abraçaram chorando!

Dseyvar num rompante que assustou a todos abraçou Elessar dando uma gostosa gargalhada.

Bem a morte do bruxo vai ter que esperar! Vamos deixar essas duas belezas mais um pouco juntas. Disse Elessar enquanto as duas foram para o rio banhar-se, matar saudades e  e ser irmãs.

Emre disse a eles:

*- É nosso segredo! Não podemos ficar juntos porque sou um Semideus. 
Não sou humano nem Elfo e sou proibido para as Elfas! 
E também tenho obrigações que estão além de mim. 
Pessoas contam comigo. Eu teria que abdicar para ter uma família. 
E Sitaara e comandante do exército “Galard”! 
Um reino que reviveu após uma grande catástrofe causada por Thundar um grande mestiço feiticeiro que vagava pelas terras élficas, vestindo uma armadura de escamas de dragão com acabamento em Ônix, Quartzo rutilado, Crisoprásio e, Obsidiana preta. 
Sua indumentária era completamente negra como a noite sem lua. Thundar ostentava com desdém
 “A Spatha” uma longa espada negra que pendia sobre a cintura. 
Esse feiticeiro tinha como maior desejo único; destruir “Galard” simplesmente por ser poderoso. Thundar habitava a vasta fortaleza de “Galard” como senhor absoluto. E levou com ele um Mago infernal que lhe fazia todas as vontades.

O mundo de “Galard” foi transformado em um Inferno sobre o domínio de Thundar.

A Jovem guerreira “Sitaara” Havia sido nomeada Capitão dos exércitos de “Galard” e com certeza seria aproxima a cair sobre a espada de Thundar. 
E “Galard” seria como todas as Terras por onde ele caminhou devastando tudo.

Ma com a ajuda de Kalissia eu saía de “Notorian” portador de meus poderes para ajudar Sitaara a combater os espectros de Thundar e seu lacaio bruxo, até que o colocamos a ferro no mundo sem volta de “Crìptus”. 
Ah exatos cinco anos nos encontramos poucas vezes e as escondidas. Ensinei a ela a se defender de todos os inimigos e proteger o reino onde agora Sitaara e tida como Rainha. Só tenho medo do dia em  que a obriguem casar-se  Ela tem muitas responsabilidades. 

 Eu a presentei com um escudo mágico porque ela possui o poder do furacão como a irmã, mas não é imune a magias. 
Sitaara sempre me falava de sua irmã uma hora mais nova que ela com muito amor. 
Aqui em Uhat é um local onde ninguém nos procuraria. 
.Por isso é nosso esconderijo. 
Não sabíamos que voce havia nos visto Elessar.

Elessar abaixou a cabeça, não queria dizer que foi Dseyvar a descobri-los. E pediu desculpas.

Os três machos olhavam encantados as duas belas Fêmeas voltando para junto deles molhadas e abraçadas com risadas gostosas.

E o bruxo? Quem lembrava dele nesse momento??

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