Vida Longa Ao Rei

Episódio 5


Capitulo I

Enfim eu havia despertado..
Lembrava-me vagamente do que havia ocorrido.
Do tombo, da algazarra, das prisões, dos treinamentos com Elessar.
Por falar nele me senti emocionada em pensar que um Rei arriscou a vida por mim... Mas eu não me lembrava do final da batalha.

- O que teria acontecido? Por que eu não lembrava??

Lembrei-me do ferimento no abdome, mas não sentia dor. Eu me sentia tão bem! Meu corpo parecia estar envolto em água morna, e sentia um aroma gostoso de húmus... Pensei:

- Onde estou? Será que atravessei o portal do terceiro mundo?

Senti algo macio e viscoso sobre meu abdome... Passei a mão.... Havia alguém passando algo sobre ele, porque senti a mão do curador. Eu não sentia dor alguma, somente sensação de bem estar. Ouvi alguém fazer shiiiiiiuuuu... E dizer baixinho e calmamente:

= Acalme-se! Voce está curada!

Sem abrir os olhos eu gritei por dentro:

- ELESSAR?

E como sempre ele respondeu sem que eu abrisse a boca:

= Sim, sou eu! Precisa retornar bem devagar, tenha calma tranquilize-se! Estou aqui!

Era exatamente desse (estou aqui) que eu tinha medo... Não sabia onde estávamos.

Coloquei novamente a mão no abdome. Não havia mais a mão nem o unguento viscoso. Instintivamente subi a mão por meu corpo... Percebi desesperada que estava com os seios nus. Desci a mão e... Eu estava completamente nua e com Elessar!! Novamente ele tentou me tranquilizar:

= Sigel! Acalme-se! Respira devagar!

Como eu poderia fazer isso se meu coração estava acelerado?....

Tentei respirar como Elessar pediu, ele sabia o que estava fazendo... Eu não sabia nem a onde eu estava! Desci a mão do meu corpo e tentei encontrar qualquer coisa ao meu lado tateando para me situar... Não havia nada do lado direito, só espaço... Tentei do outro lado... e... Abri os olhos em pânico

Encontrei o corpo de Elessar totalmente nu também! Sem saber o que estava acontecendo meu pânico aumentou e comecei a me afogar... Estávamos submersos. Elessar me abraçou colou a boca na minha para que eu pudesse respirar e começou a emergir devagar me levando assim para a superfície da água. Meu coração não conseguia um batimento perfeito de maneira alguma, o que dificultava a passagem de ar que ele me fornecia. De repente eu senti que não era mais uma ajuda para respirar... Era um beijo, terno, profundo, que me arrebatava e acalmava minha alma. Eu me deixei beijar totalmente indefesa e submissa.
Chegamos a superfície. Elessar me soltou devagar colocando meu corpo para flutuar e disse:

= Desculpa precisei te acalmar! Agora fique assim por enquanto! Não se debata! Seus órgãos precisam estabilizar ou explodirão. Estávamos no abissal.

- “Abissal como? Não sou anfíbio”! Pensei.

E prontamente Elessar respondeu.

= É assim que eu curo e também me curo! Com ervas magicas e o abissal. Qualquer um Elemental pode fazer isso. Voce esteve adormecida por sete dias e eu te curei o ferimento.

Eu queria perguntar varias coisas, reclamar por ter me despido sem minha ordem, mas preferi ficar quieta olhando para ele e ouvindo-o falar tão mansamente.
Ele estava tão lindo com suas lãs molhadas e coladas no corpo. Ele era um Rei e estava ali comigo curando meu ferimento. Até me esqueci de que estávamos nus. As mãos dele eram leves e precisas tocando somente onde era extremamente necessário, o que fazia minha adoração por ele crescer ainda mais. Elessar era perfeito e não atropelava os momentos. Talvez eu estivesse apaixonada, mas ele é um rei e eu um soldado. Ele parou de falar apoiou a mão sobre meu abdome inocentemente e me perguntou.

= Sente-se melhor Sigel?

Eu demorei a responder... Então ele fechou os olhos e começou a correr a mão à centímetros acima do meu corpo, aquilo era um exame! Um check Up total.
Eu podia sentir a energia que emanava dele e de seu exame a percorrer meu corpo, porém, a energia era mais fria que a água... E o meu corpo arrepiou, a pele enrijeceu. Causando-me uma sensação gostosa. Elessar percebeu não sei como. Ele terminou o exame me deu a mão para me levantar e perguntou com a voz rouca:

= Sigel voce quer harmonizar comigo?

Tive um surto de tremor!! Meu corpo dizia sim, mas minha mente dizia não. Depois de uma grande luta eu respondi.

- Não Senhor Elessar!

Ele perguntou como se fosse a coisa mais comum do universo.

= Porque não Sigel? Voce está emanando.

- Estou o que?

Perguntei apreensiva com a resposta....E era o que eu temia.

= Sinto o cheiro do desejo da fêmea! Posso tocar uma fêmea como for, mas se ela não emanar desejo por mim isso não me acontece.

Falando isso ele elevou o corpo da água para que eu visse o que ele estava mostrando. Cobri os olhos sem ação. (prefiro não comentar sobre o que vi). E falei rápido como numa desesperada defesa.

- Quero ir para minha casa!

Ele tinha que fazer a bendita pergunta:

= Por que Sigel? Não gostou?

Oh!! Eu tive que responder... Procurei palavras, mas eram difíceis de serem encontradas.

- Nã não é isso Senhor Elessar... Por favor, não pense assim... És muito belo atraente e tudo mais... É que... Nossos costumes são diferentes. Somos de raças e povos diferentes. Eu nunca harmonizei e me guardo para meu consorte!

=Voce tem um consorte?

Perguntou ele me cortando o assunto:

- Ainda não! Mas terei!

= E se nunca o tiver?

- Como assim? Acha-me feia? Senhor Elessar

= Pelo contrário! Entretanto, és um soldado e já vi muitos que nunca tiveram tempo para um consorte.

- O Senhor quer dizer o que? Que eu deveria harmonizar com o Senhor?

= Não querida! Nunca digo deve para uma fêmea! Ela precisa me desejar. E eu senti exatamente isso em ti. Desejos por mim, por meus toques, por meu corpo.

Pode até ser Senhor Elessar. Como vês; sou uma fêmea e o Senhor um belo macho. Mas existe querer e poder! Eu posso, mas não quero.

= Está bem querida! Eu entendo agora! Perdoe-me insistir! Eu apenas não queria decepcioná-la! Eu gostei muito que tenhas sentido desejos por mim. Meu corpo é testemunha.

- Pois é eu notei! (como notei).

= Venha vamos dar um mergulho sem abissal dessa vez.

Eu fiquei paralisada no mesmo lugar, cobri meus seios com minhas lãs e so olhava para ele dando voltas na água como um delfim brincalhão. De repente ele veio veloz como um míssil me arrebatou e levou-me para a parte mais funda do rio. Era perfeito sentir seu corpo assim livre e ouvir suas gargalhadas gostosas. Eu devo ter emanado a dois quarteirões. Porque o corpo dele estava cada vez sendo mais testemunha. Até que, ele parou tudo e disse:

= Precisamos ir querida!

- Algo perigoso?

= Parece que sim preciso te proteger.

Capitulo II

Elessar fez uns gestos com as mãos enviando um comando mental ao rio... E várias algas verdes saltaram do rio colando-se sobre meu corpo, quando sessaram os saltos eu tinha uma veste élfica perfeita. Ele enrolou-se no manto e me transportou daquela maneira que me apaga do mundo.
Quando voltei ao mundo estava em minha casa. Tudo permanecia arrumadinho como se houvesse alguém cuidando, e uma refeição cheirosa e quentinha me esperando. Perguntei quem fez. Elessar sem nenhuma cerimônia transitando em minha casa enrolado no manto disse:

= Espera que vou chamar!

E voltou trazendo um jovem Elfo e disse!

= Este é Dseyvar! Ele salvou sua vida!

O Elfo sorriu e disse encabulado:

- Nãooo! Nós a salvamos Senhor Elessar!

Nesse momento eu comecei a lembrar de tudo: Do rei do submundo, da bela atuação do jovem Elfo... Mas e o final? Perguntei ainda de boca cheia?

- Como acabfou tudio aquilo? Hummm...

O Elfo começou sua narrativa eufórica enquanto Elessar sorria saboreando um cacho de uvas.
- Quando eu te peguei para trazer-te fui embargado por um mago que queria saber qual o motivo de fazermos tantos estragos por apenas um ser. Quando deveria ser o contrário, sacrificar um por muitos. Eu respondi a ele. Que ele não conhecia o que quer dizer amizade, ou não perguntaria isso: Ele retrucou falando que eu não era seu amigo ou vice-versa porque ele viu quando eu me apresentei a voce, quando eu acabei com o seu noivo. Com voce nos braços e temeroso do que ele pudesse fazer. Eu empoleio tórax e disse.

- Senhor! Não é digno de nenhum ser impedir o salvamento de alguém que está morrendo. Diga-me logo o que o senhor deseja, porque se essa fêmea morrer nos meus braços nunca mais eu poderei olhar para meu amigo, Aquele que está ali lutando para que eu salve a amiga dele. Estou fazendo isso por ele. Ele está fazendo por ela. 

O mago me olhou por uns instantes e disse:

- Eu só queria entender.

Desembainhou uma longa espada negra. Eu virei-me de costa para proteger voce. E gritei:

- SENHOR ELESSAR PERDOE-ME!

Eu já podia sentir o aço fino da espada me cortando por inteiro. O mago tinha sua espada levantada! Quando Elessar atendeu ao meu chamado e viu aquilo. Desviou a sua “égide azul” que iria jogar nos guardas que lutavam com ele e direcionou contra o mago. Esse por sua vez bloqueou o poder de fogo de Elessar com a espada negra, mas não contra atacou. Criou um campo de força deixando apenas nós dentro dele e todos os soldados do lado de fora.
Elessar volatizou e apareceu na nossa frente e nos protegeu com o corpo dele. Ficando em posição de enviar um grande poder. Mas estava a curta distância do bruxo então resolveu lutar por nós.
Com um movimento esticando os braços com força ao longo do corpo, Elessar fez aparecer duas espadas com poder de luz azul e ficou em posição esperando o bruxo atacar.
O bruxo sorriu e perguntou zombeteiro.

- Voce acha que pode me derrotar com essas espadas? Acha mesmo que derrota minha espada da morte?

Elessar respondeu sem pestanejar:

= Posso até não conseguir! Mas vou tentar com a minha vida.

Estávamos presos no campo de força, eu com voce nos braços e Elessar pronto para morrer por nós. O bruxo se aproximou de espada em punho! Elessar bateu as espadas de luz uma na outra provocando grande luminosidade. O bruxo recuou alguns passos e disse;

- É! Realmente voce morreria por eles. Estão livres podem ir!

Não acreditamos no que estávamos ouvindo! Elessar falou:

= Voce sabe que eles não nos deixarão passar!

O bruxo perguntou:

- Como entraram aqui?

= Como luz! Mas precisaria mesclar-me a meu amigo.

- Então faça! Me dê a fêmea, eu seguro!

E segurou mesmo! Elessar e eu nos mesclamos. O bruxo nos entregou voce e abriu um portal no campo de força! A Fêmea do rei morto veio se chegando para perto do bruxo toda melosa e disse:

- Voce é muito sábio senhor Mendir!

O Bruxo chegou bem perto dela e enfiou a espada da morte em seu coração e disse:

- Isso é para que todos entendam o que significa lealdade! Hamong era meu amigo! Mesmo vendo os erros que ele cometia eu nunca o traí. Esses seres merecem viver por saberem honrar uma amizade. Vão!!!

Brilhamos intensamente como a mais pura luz do universo! Mas antes de sairmos dissemos (vindo da mente de Elessar claro)

= Povo do reino dos Elfos ocultos Esse é um verdadeiro Rei. Deem a ele a coroa e serão regidos por um Rei leal.

E saímos como luz pela abertura no teto da caverna para nossa liberdade! Ainda ouvimos os gritos dos Elfos Ocultos dizendo em uma só voz.

-VIDA LONGA AO REI MENDIR!!!!! VIVA!!!! VIVA!!!!

Elessar de separou de mim pegou voce nos braços e mergulhou no rio. Ficou lá durante três dias consecutivos. Todos os dias eu ia até a beira do rio levar alimentos feitos por mim, mas ele não vinha comer. No fim do quarto dia eu esta lá esperando, quando ele emergiu como um míssil. Foi até muito alto e retornou ao rio gritando a toda voz para toda floresta ouvir:

= ELA ESTÁ SALVA! GRATIDÃO POR TODA AJUDA DE VOCES!

E mergulhou novamente no rio. No quinto dia veio até junto de mim e se alimentou de tudo que eu levei para ele escolher. Disse que se alimentava por voces dois. E me disse também:

= Alegre-se Dseyvar no final do sétimo dia eu a levarei para casa:

Então preparei um banquete para vocês.

Quando prestaram a atenção em mim viram que eu estava chorando muito. E vieram os dois para junto de mim preocupados. Eu os abracei durante um longo tempo depois disse no ouvido de Elessar:

- O Senhor merecia!

Ele sorriu garboso e disse:

= Não! Nós merecíamos!

Começamos a rir deixando Dseyvar com cara de pedra sem entender nada. Para disfarçar eu disse;

- Agora quero saber sobre voce Elfo bailarino! Conte-me porque veio a Uhat. Com todos os detalhes. Já que agora somos uma família.

- Oh!! Perdoe-me decepcioná-la, mas logo precisarei partir meu exército precisa de mim.

- Eu também partirei logo. Também tenho um exército para ajudar a vencer batalhas. Mas enquanto estivermos aqui seremos UM.

Elessar olhou para nós dois com um ar pensativo e uma sobrancelha levantada e disse

Sigel e se....

Antes que ele terminasse eu falei:

- Ah! Não! Nem continua esse assunto! Não tenho urgência!! Hummf

Elessar pareceu gostar da minha decisão. Porque se se encostou à poltrona, colocou um pé sobre ela, deixando aquela bela coxa de fora e sorriu degustando seu cacho de uva. Dseyvar novamente nos olhava com cara de pedra. Eu perguntei sorrindo de toda aquela cena gostosa depois de tanto terror;

- E aí Dseyvar vai contar ou não??

- Está bem então Sigel! Vou contar, mas não é uma história alegre....

......


----------------------------------------------------------------------------

LEIA ANTES DE USAR: A partir das Constituições de 1891, 1934, 1946, 1967 e da Emenda Constitucional de 1969, o direito autoral do conteúdo desse Blog é exclusivamente de Katia Kristina Piereth A Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) protege as relações entre o criador e quem utiliza suas criações literárias.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Uma Espada É Viva

O Coração da Floresta

Presente da Deusa Evelin